Qual a melhor idade para colocar os filhos na escola?

Esse mês minha filha de 1 ano e 3 meses começou a ir para escola e até chegar esse momento eu fiz e refiz um milhão de vezes essa pergunta. Após pensar em centenas de possibilidades, decidimos (eu e o papai) que esse seria o momento do inicio escolar dela.foto texto

Quando nasce um filho, por um tempo significativo as novas mamães deixam de vivenciar vários papeis. Ser esposa, ser filha, amiga, profissional…tudo isso fica a segundo, terceiro, quarto plano, o que pode  resultar em sofrimento para algumas mamães.

Esse sofrimento ainda é ampliado pela forma que a sociedade reage: “Como assim já vai para escola? Você não queria tanto um filho? Vai deixar com “vóóóó”?  São tantos apontamentos, críticas, caras esquisitas, que as mamães começam aí sentirem-se culpadas.

Desde que entrei nesse complexo mundo da maternidade tenho me observado e olhado com mais empatia para outras mães. Tenho entendido que não é errado querer voltar a trabalhar, ou ter uma rotina próxima a que tinha antes da maternidade. Tenho entendido que não há tempo certo, cada nova mamãe sabe qual o seu momento. Para algumas o certo é parar de trabalhar, para outras o certo é voltar, não há regras, cada uma tem uma história própria, necessidades, expectativas, desejos, e tudo isso influencia nessa decisão.

Posso dizer pra vocês que minha experiência até aqui tem sido positiva. E isso não quer dizer que aqueles sentimentos de preocupação, ansiedade e medos não estejam presentes, pois eles estão! Tenho observado minha filha bem, feliz, e isso me fortalece. Também consegui um tempo pra mim: ampliei meu horário de trabalho, tenho tomado banho sem precisar cantarolar músicas infantis, consegui fazer minhas unhas, e já tenho pensado em fazer alguma atividade física!!! Só quem é mãe sabe o quanto essas coisas são valiosas.

Nossa história de vida é única, ou seja, apesar de sermos mamães, cada uma passou por histórias diferentes, e isso nos torna pessoas diferentes, com vontades e necessidades individuais. Então lembre-se que tudo bem se você decidir parar de trabalhar depois do nascimento do seu filho (a), e tudo bem também se você decidir que é hora de voltar.

Se observe, se sinta, observe seu filho o sinta também, e entenda que só você tem acesso aos reais motivos de uma decisão tão importante como essa. Seu filho (a) precisa de atenção, carinho e cuidados, e isso ele continuará recebendo de você. Ser uma boa mãe requer que você esteja bem, física e emocionalmente. Entenda quais são suas necessidades, e as realize. Seja mãe, filha, amiga, profissional…Seja o que quiser ser e ainda assim, poderá uma boa mãe.

Por Renata Trovarelli

Mamãe, Psicóloga, Esposa, Filha, Amiga, Irmã…

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Felicidade, onde você está?

As pessoas buscam felicidade, isto é fato. Parece que ao nascer, já nos impregnam com essa tarefa: Seja Feliz.

Nos desejam felicidade, mas não nos ensinam como alcança-la. O que era para ser simples e sentido, coisificou!

Já repararam que a felicidade virou carro, virou celular, virou “corpão violão”?

Estamos em uma busca frenética por itens que nos farão felizes, sem ter consciência se realmente esse é o caminho. Perguntas simples podem nos dar a resposta se esse é o caminho para a felicidade.

Você conhece alguém que tem o carro do ano e não é feliz? Você conhece alguém que tem “corpão violão” e não é feliz?

Eu conheço!

Coisas são capazes de despertar uma sensação de felicidade, passageira. Tente lembrar do dia que você comprou seu primeiro carro, ou quando ganhou seu primeiro celular, com certeza você se sentiu muito feliz, dias depois (em alguns casos até horas) essa sensação foi embora e lá estava você planejando sua próxima compra. O próximo item que lhe traria felicidade.

E aqui cabe minha pergunta inicial: Felicidade, onde você está?

Experimente fazer esse exercício antes de continuar, tente se lembrar de um dia marcante da sua vida. Anote em um papel a resposta.

Agora leia novamente sua resposta e veja se nela você escreveu a roupa que você estava, o aparelho celular que você usava, o peso que você tinha.

Acredito que ao lembrar dos momentos mais felizes, você não pensou “Eu estava magra naquela situação, por isso eu era feliz” ou “Eu tinha um carro zero e completo por isso eu era feliz”. Possivelmente você se lembrou de situações e de pessoas.

A festa mais legal que você foi, com certeza, foi aquela que tinha pessoas que você gostava.

A viagem mais legal que você fez, com certeza foi aquela que esteve com sua turma favorita, ou com sua família, ou mesmo aquela que você foi sozinha e encontrou pessoas que fizeram a diferença.

O encontro com a felicidade é mais fácil quando se tem pessoas: que te valoriza, aceita, incentiva, escuta. Pessoas que vibram com você, que torcem por você, que compartilham segredos com você. Pessoas que te fazem rir, que te fazem companhia, que te fazem sentir.

Faça novamente o exercício dos dias mais marcantes da sua vida, perceba se as pessoas não foram o motivo principal e as coisas apenas um pano de fundo.

Tenha pessoas, tenha bons vínculos. E seja feliz!

Texto produzido pela Psicóloga Renata Trovarelli CRP 08/15396