Psicólogo NÃO é coisa de louco!

Você já se perguntou por que algumas pessoas fazem terapia? Ou ainda, pra que serve terapia?

Esse parece ser um assunto batido, mas não é. Ainda encontro muita gente por aí que desconhece os benefícios e até os propósitos do processo terapêutico.

Fazer terapia deixou de ser exclusividade de quem tem algum diagnóstico (depressão, transtorno bipolar, ansiedade, entre outros). Crianças, jovens, adultos, idosos e casais podem se beneficiar da Psicologia. Essa importante ciência está à disposição de todos nós, para aliviar dores emocionais, promover mudanças comportamentais, trazer compreensão sobre nossos comportamentos e promover aceitação para situações que não podem ser mudadas.

Para exemplificar um pouquinho do que falei acima, citarei abaixo 10 condições que podem ser trabalhadas em terapia:

  1. Dificuldade para falar em público;
  2. Dificuldade para dizer não;
  3. Dificuldade para manter relacionamentos;
  4. Dificuldades para expressar sentimentos positivos para aqueles que ama;
  5. Elevada auto exigência;
  6. Tristeza sem explicação aparente;
  7. Dificuldade para lidar com os próprios sentimentos e pensamentos;
  8. Dificuldade para tomar decisões;
  9. Falta de aceitação de si próprio;
  10. Isolamento social.

Percebam que são questões que surgem no dia a dia e a princípio parecem simples, mas não são, elas podem gerar sofrimentos e até adoecimento. Na maioria dos casos, sair dessas condições sozinho é muito difícil.

Algumas pessoas podem pensar “Ah Renata, como uma dificuldade para falar “não” pode levar a sofrimento e até adoecimento?

Vamos produzir aqui um caso fictício, nossa personagem pode ser uma mulher, bonita, em um relacionamento estável, saudável, que trabalha e faz faculdade. Por motivos que ela desconhece, ela não consegue falar “não” – pra ninguém. Sendo assim ela sempre faz o que namorado quer;  no trabalho ela acumula funções, e às vezes falha pela demanda excessiva de trabalho; em todos os finais de semana ela assume compromissos com família ou amigos, sendo que o que ela queria era apenas ficar em casa e descansar; quando vai à uma loja, acaba sempre comprando, mesmo que não gostou tanto assim do produto. Perceberam quanto sofrimento e acúmulos essa pessoa tem? Não colocar em prática (na vida) aquilo que nos é importante, não colocar limites nas relações que estabelecemos, a longo prazo traz muito sofrimento e pode sim levar ao adoecimento emocional.

E assim, se descrevermos com mais detalhes cada item, daqueles 10 que acima citei, veremos quão delicados eles são, e que podem trazer prejuízos nas mais variadas áreas da vida. Termos consciência daquilo que nos faz mal, é apenas o primeiro passo para a mudança. Se você tem tentado sozinho e não tem consigo mudar, saiba que o psicólogo é o profissional que possui o conhecimento e está preparado para lidar com essas questões, tão inerentes ao ser humano. Um bom profissional te ouvirá sem julgamentos, e principalmente, te auxiliará a promover as mudanças importantes pra você.

Se você tem vivido alguma situação, diferente dessas que eu citei, e tem dúvidas se seria motivo para buscar terapia, deixo aqui meu e-mail [retrovarelli.psic@gmail.com], para que possamos conversar. Será um prazer te ajudar. Um forte abraço, Renata.

Texto produzido por Renata Trovarelli.

Attento – Bem Estar e Desenvolvimento Humano | 43 9 9601 2280

 

 

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Será que ele me ama?

Será que sou amada

Algumas importantes reflexões são possíveis de serem feitas quando essa pergunta ronda nossos pensamentos. O primeiro ponto a ser levantado (é algo que eu observo nas minhas relações e nos meus atendimentos) é que, quando pensamos de forma insistente sobre se nosso companheiro nos ama, esse pode ser um sinal de que algo não vai bem. Geralmente quando o relacionamento está saudável, quando estamos nos sentindo amadas as chances dessas dúvidas aparecerem são menores.

Quando esses pensamentos são frequentes, geralmente tentamos buscar essas respostas no outro afim de aquietar nosso coração, quem nunca perguntou a amiga “será que ele me ama?” ou ainda tentou sanar essa dúvida perguntando diretamente ao companheiro “você me ama?”.

Eu acredito que seria mais importante buscar essas respostas internamente, através de perguntas e percepções sobre seus próprios sentimentos. Dentre as perguntas que você poderia fazer a si mesma, essa talvez seja a mais importante. Você tem se sentido amada?

Aprender a se observar, olhar para seus sentimentos, é fundamental para achar algumas respostas e com elas tomar decisões mais saudáveis para sua vida, sejam elas manter ou não o relacionamento.

Quando você questiona seu companheiro sobre o amor dele por você, será que basta ele apenas verbalizar a frase “Sim, eu te amo”, e ela vir desacompanhada de ações? Ele disse que me ama, MAS ele não me ajuda em casa, MAS ele não me respeita, MAS ele não me dá atenção, MAS ele é sempre grosseiro comigo, MAS ele não assume nem divide comigo as responsabilidades de casa e dos filhos, MAS ele não tem tempo para mim.

Ele pode até te amar, mas será que é esse tipo de relação que você quer? Esse tipo de relação te faz bem?

Percebam que voltar as perguntas para fora, traz pouca solução para os problemas, traz pouco conforto ao coração. Desenvolver o autoconhecimento é fundamental para se conhecer, saber o que te faz bem e que o não faz. Quando nos conhecemos e sabemos nossos limites e o que a gente precisa, temos ações de autoproteção, cuidado e de busca pelo que nos faz bem.

Então lembre-se, quando sentir a necessidade de perguntar se ele te ama. Tente primeiro você responder essas perguntas que eu te fiz. Olhe para você, só você realmente terá condições de encontrar as respostas que precisa. Ele pode até não dizer com frequência que  te ama, mas se você se sente amada, é o que importa!

Quer conversar comigo sobre esse assunto? Pode entrar em contato pelo e-mail retrovarelli.psic@gmail.com

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Meu filho(a) nasceu e eu me sinto triste. O que fazer?

depressão-pós-partoO mundo pós-parto tem me interessado profissionalmente de um modo mais forte, desde que me tornei mãe. Ter passado pelo puerpério com todas as dificuldades inerentes a ele, foi desafiador e me tornou mais sensível para atender mamães que estão passando por esse momento.

“Cuidar” dessas mamães tem sido inspirador pra mim…Esse momento tão delicado da vida, cheio de altos e baixos, merece um olhar cuidadoso e gentil.

É interessante que, por mais que durante a gestação procuramos nos preparar para a chegada do filho, muitas informações parecem que não chegam até nós. Acredito que ter algumas informações sobre a realidade do pós-parto, informações menos romantizadas, menos idealizadas, tornaria esse momento um pouco mais fácil para as novas mamães. Todas as ideias distorcidas a respeito da maternidade acabam sendo território para possíveis sofrimentos.

 Antes de me tornar mãe, sempre que eu pensava na chegada de um filho, os únicos sentimentos que me vinham a mente eram os positivos. Eu imaginava um pós-parto cheio de alegrias, felicidades, surpresas, preenchimento de vazio. Após a chegada da minha filha entendi que esses sentimentos são possíveis, porém outros sentimentos podem surgir. Sensações de conflitos, angústias e até tristeza podem (e geralmente fazem parte) desse novo momento da mulher.

O que é baby blues?

É um sentimento de tristeza que aparece logo após o parto. Alguns especialistas relatam que cerca de 50% das mães passarão por essa condição. Alterações hormonais que acontecem com o nascimento do bebê somado as expectativas e a nova rotina de vida, levam as mamães a se sentirem tristes. É uma condição passageira, que perdura no máximo 4 semanas.

Qual diferença do Baby blues para Depressão Pós-Parto?

Na depressão pós parto além da tristeza outros sintomas podem estar presentes, como: pouca vontade de estar com a criança; desmotivação com a rotina; irritabilidade; falta de energia para realizar coisas simples do dia a dia; ansiedade, falta de prazer generalizado; desesperança (uma sensação de que nada de bom pode acontecer na vida), vontade de sumir, sensação de falta de intimidade com o bebê, choro frequente. De Acordo com DSM 5 (Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais), para uma mulher ser diagnosticada com depressão pós-parto, ela precisa sentir ao menos 5 desses sintomas por pelo menos duas semanas.

Estudos mostram que cerca de 10% das mamães, terão depressão pós-parto, aquelas que tiveram depressão durante a gravidez ou em algum outro momento da vida precisam ficar ainda mais alertas.

Como a família pode ajudar nesse momento

Ter uma rede de apoio: que pode ser a família, amigos, companheiro, para ajudar com as situações práticas (tarefas domésticas, cuidados com o filho mais velho, ajuda na rotina com o bebê recém-nascido), auxilia de maneira grandiosa a mamãe nessa nova fase. Se sentir apoiada, ter as tarefas de casa divididas ou feitas por outras pessoas, dá condições para a nova mamãe ir se adaptando aos poucos as transformações que ocorrem com a chegada do bebê. Poder descansar ou ter um tempo tranquilo com o bebê são condições que podem contribuir para um equilíbrio emocional.

Além da ajuda prática, é importante que essa rede de apoio, observe a nova mamãe. Perceba e fique atento ao que ela fala, frases do tipo “quero sumir”, “não vou dar conta dessa criança”, podem ser indicativos que essa mãe não está bem. Em muitos casos a nova mamãe não conseguirá identificar se está precisando de uma ajuda profissional, é papel dessa rede de apoio, observa-la e leva-la para os cuidados de algum profissional (Psicólogo ou Psiquiatra).

As transformações na vida de uma mulher que se tornou mãe são enormes, e essas transformações vem seguidas de momentos felizes e momentos difíceis. Se você percebeu que está sentindo de maneira intensa os sintamos descritos acima procure ajuda de um profissional. Você não precisa ter um sofrimento incapacitante. Cuide-se, você estando bem emocionalmente a vida poderá lhe causar alguns sofrimentos, mas esses não impedirão de sentir as sensações incríveis e boas da maternidade.

Deixo abaixo o link de uma entrevista minha sobre esse tema

https://www.youtube.com/watch?v=9w3ZAtq3S1w&t=2s

Se você ainda possui dúvidas sobre esse tema, deixo aqui meu e-mail para conversarmos retrovarelli.psic@gmail.com

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Um forte Abraço

Renata Trovarelli

Sentir Ansiedade pode ser normal!

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Essa semana tive a oportunidade de estar em um programa de TV, dando uma entrevista ao vivo, sobre o tema relacionamentos amorosos, um tema que gosto muito, e muito recorrente no meu dia a dia de trabalho. O interessante foi sentir tantos frios na barriga antes de entrar no ar, mesmo tendo domínio e segurança a respeito do tema.

Você que está lendo esse texto, já sentiu diante de alguma situação: frio na barriga? Mãos suando? Face tremendo? pensamentos negativos de que algo daria errado? Uma sensação de muito desconforto? Se a sua resposta foi sim, seja bem-vindo ao mundo dos vivos.

A ansiedade é uma resposta do nosso organismo a algumas situações que interpretamos como perigosas. Situações novas também geram muita ansiedade.

Entendendo a ansiedade

Essa ansiedade que me referi no início do texto, apesar de desconfortável, nos torna produtivos. Veja o meu exemplo: mesmo dominando o assunto, eu reli textos, me filmei pra verificar como eu estava, ensaiei. Toda essa preparação aumentou as chances da minha exposição ser positiva. Possivelmente se eu não tivesse sentido esses desconfortos, eu teria me dedicado menos e o resultado poderia ser outro.

Eu tenho clareza que, saber desse funcionamento do meu corpo, ter essas informações sobre a ansiedade, me fizeram prosseguir. Ou seja, se eu tivesse encarado todos esses sintomas como problema (como um dia eu já encarei) eu não teria aceitado o convite, e meus pensamentos poderiam ser “eu sou tímida, isso não é pra mim”, ou ainda “se eu não fosse tão ansiosa eu aceitaria”.

Ter a consciência de que a ansiedade estaria presente (pois eu nunca fui a um programa de tv, muito menos um programa ao vivo) ter consciência de que tudo bem algumas coisas não saírem do meu jeito, ou da forma que gostaria. Ter a consciência de que não há outro meio de perder o medo, senão enfrentando…Ter consciência de tudo isso me ajudou aguentar todos os desconfortos. Eles foram intensos antes da entrevista, foram amenos durante a entrevista e se transformaram em adrenalina após a entrevista. Sabe aquela sensação de “eu sou capaz”, “eu quero mais”, estiveram em mim assim que a entrevista terminou. E foi uma delícia essa sensação de bem estar por saber que sou capaz.

Estamos numa sociedade que nos diz de forma insistente que não devemos sentir ansiedade, que não podemos sentir desconfortos. E as coisas não são bem por aí. Enquanto estivermos vivos nós sentiremos, faz parte da vida sentir.

Faço uma ressalva para aqueles que sentem ansiedade de maneira frequente, que sente que a vida está prejudicada por ela, que observa que vem deixando de fazer coisas importantes por se sentir assim. Opa! Essa ansiedade precisa ser “cuidada”. Quando a ansiedade atrapalha nossa vida, nossas relações, ela deixa de ser normal e passa a ser prejudicial.

Se você está deixando de sair por se sentir assim. Se você está perdendo oportunidades de trabalho por se sentir assim. Se você não consegue se relacionar por se sentir assim. Saiba que você pode se beneficiar da terapia. Um bom profissional o ajudará nos enfrentamentos necessários, de maneira cuidadosa e gentil com você.

Renata Trovarelli – Psicóloga  Comportamental

Attento – Bem Estar e Desenvolvimento Humano (43) 9 9601 2280

 

Qual a melhor idade para colocar os filhos na escola?

Esse mês minha filha de 1 ano e 3 meses começou a ir para escola e até chegar esse momento eu fiz e refiz um milhão de vezes essa pergunta. Após pensar em centenas de possibilidades, decidimos (eu e o papai) que esse seria o momento do inicio escolar dela.foto texto

Quando nasce um filho, por um tempo significativo as novas mamães deixam de vivenciar vários papeis. Ser esposa, ser filha, amiga, profissional…tudo isso fica a segundo, terceiro, quarto plano, o que pode  resultar em sofrimento para algumas mamães.

Esse sofrimento ainda é ampliado pela forma que a sociedade reage: “Como assim já vai para escola? Você não queria tanto um filho? Vai deixar com “vóóóó”?  São tantos apontamentos, críticas, caras esquisitas, que as mamães começam aí sentirem-se culpadas.

Desde que entrei nesse complexo mundo da maternidade tenho me observado e olhado com mais empatia para outras mães. Tenho entendido que não é errado querer voltar a trabalhar, ou ter uma rotina próxima a que tinha antes da maternidade. Tenho entendido que não há tempo certo, cada nova mamãe sabe qual o seu momento. Para algumas o certo é parar de trabalhar, para outras o certo é voltar, não há regras, cada uma tem uma história própria, necessidades, expectativas, desejos, e tudo isso influencia nessa decisão.

Posso dizer pra vocês que minha experiência até aqui tem sido positiva. E isso não quer dizer que aqueles sentimentos de preocupação, ansiedade e medos não estejam presentes, pois eles estão! Tenho observado minha filha bem, feliz, e isso me fortalece. Também consegui um tempo pra mim: ampliei meu horário de trabalho, tenho tomado banho sem precisar cantarolar músicas infantis, consegui fazer minhas unhas, e já tenho pensado em fazer alguma atividade física!!! Só quem é mãe sabe o quanto essas coisas são valiosas.

Nossa história de vida é única, ou seja, apesar de sermos mamães, cada uma passou por histórias diferentes, e isso nos torna pessoas diferentes, com vontades e necessidades individuais. Então lembre-se que tudo bem se você decidir parar de trabalhar depois do nascimento do seu filho (a), e tudo bem também se você decidir que é hora de voltar.

Se observe, se sinta, observe seu filho o sinta também, e entenda que só você tem acesso aos reais motivos de uma decisão tão importante como essa. Seu filho (a) precisa de atenção, carinho e cuidados, e isso ele continuará recebendo de você. Ser uma boa mãe requer que você esteja bem, física e emocionalmente. Entenda quais são suas necessidades, e as realize. Seja mãe, filha, amiga, profissional…Seja o que quiser ser e ainda assim, poderá uma boa mãe.

Por Renata Trovarelli

Mamãe, Psicóloga, Esposa, Filha, Amiga, Irmã…

Sobre mudanças pessoais

Para aqueles que acham que terapia é apenas desabafo, vou contar uma breve história pra vocês, a respeito do meu processo de mudança e desenvolvimento pessoal.

Eu costumava ser chamada de tímida, esse rótulo começou a estar presente na minha vida  desde os primeiros anos escolares. Das características que um tímido tem, a dificuldade de me expor diante de um público (sala de aula, grupo de amigos), era a que mais me atrapalhava .

Durante toda minha infância e adolescência, passei por algumas frustrações por “ser” dessa forma, a dificuldade em me expor me privou de fazer coisas simples, como comprar lanches na escola, ler em voz alta, expor minhas opiniões.

Durante os anos de faculdade, essa dificuldade ainda me assolava, de maneira mais branda se comparada a infância e adolescência, mas ainda se fazia presente. Nessa época eu era capaz de fazer um excelente trabalho escrito, mas se eu precisasse falar sobre ele, ah… era catastrófico (pelo menos nos meus sentimentos e também nos meus pensamentos). Eu me sentia muito mal, e sempre que possível, eu me esquivava das apresentações de trabalho.

As coisas começaram a mudar, quando em uma disciplina da faculdade, tive a sorte de ter uma professora, que além de muito competente teoricamente, tinha um olhar cuidadoso com os alunos. Juntamente com ela tive a possibilidade de começar a entender as condições passadas e presentes que me levaram a ser daquela forma. Compreender que aquela característica não era inata, me deu esperanças de que alguma mudança fosse possível. Além de me ajudar nessa compreensão, ela me ajudou aos poucos a me expor.

Meu processo de desenvolvimento já havia sido iniciado quando eu comecei a terapia, e se concretizou com a ajuda da minha psicóloga. Com suas habilidades em me fazer refletir, suas orientações, atenção e afeto ela me ajudou superar medos, ganhar autoconfiança e autoestima, contribuindo de maneira linda para meu desenvolvimento pessoal.

Falar em público aos poucos deixou de ser ruim e hoje faz parte do meu trabalho e vida. Falar em público era algo impensável, hoje me dá prazer.

Pra vocês que estão lendo esse texto e se identificam com minha história, quero deixar algumas dicas. E a primeira delas é que vocês compreendam que características complexas, como falar em público, são construções. Se são construções, elas podem ser alteradas. A segunda dica é, saia de sua zona de conforto, se expor é preciso, faça devagar, comece aos poucos. A terceira dica, é sobre sentimentos, ao se expor você se sentirá desconfortável, com medo…faça assim mesmo, não espere o medo ir embora para começar. Essas são dicas e ouro que realmente possibilitam mudanças.

Eu sei que seguir esses passos pode ser difícil para algumas pessoas. E pra você que já tentou dessa forma e por algum motivo não conseguiu, não desista.  Existem profissionais que podem te ajudar nessa superação e desenvolvimento pessoal. Invista em você!

Renata Trovarelli

Terapia de casal

Cuidar do relacionamento é uma atividade tão importante como comer ou tomar banho todos os dias. Vejo casais se esforçando muito para dar uma linda festa de casamento, e muitos não despendem a mesma energia, para manter uma boa relação. Depois que ambos disseram “SIM” começa uma jornada diferente, cheia de desafios e expectativas.

Para se manter em uma relação é preciso cuidado e dedicação. Já escrevi em outro texto e aqui repito, só amor não basta. É preciso de muitos outros comportamentos, para que uma relação possa durar com qualidade.

Há algum tempo tenho dedicado uma parte dos meus atendimentos para casais, e tenho

observado com uma certa constância a procura por terapia para “salvar” algumas relações que estão profundamente despedaçadas. Depois que uma relação já foi deteriorada, dificilmente é possível resgatar o casamento, o amor, a admiração. Escuto com frequência, “agora já não adianta mais, ele teve anos para me dar uma flor, agora é tarde demais, “eu pedi por anos que ele me ajudasse com as coisas da casa e ele nunca ajudou” ou ainda “eu sempre quis que tivéssemos um tempo para nós, mas ela só de dedica as crianças”.

Não espere sua relação estar por um fio para buscar ajuda. Busque enquanto você ainda quer estar com seu parceiro(a), busque enquanto você ainda o(a) admira. Não deixe todos os sentimentos bons irem embora para buscar ajuda.

A terapia pode ajudar os casais a melhorarem suas relações, neste espaço é possível dialogar sobre o que é o amor, entender e ajustar as expectativas que cada um tem com relação ao parceiro, melhorar comunicação, desenvolver empatia e principalmente desenvolver comportamentos que facilite a convivência e alimente o amor. Tudo isso é possível, desde que ainda haja vontade de estar junto, desde que ainda haja vontade de reavaliar seus próprios comportamentos, ao invés de apenas pedir mudanças ao outro.

Se você percebe que sua relação está ruim, mas sente que ainda existe amor, ou outros sentimentos que justifiquem permanecer nessa relação, busque ajuda de um profissional, este pode ajudá-lo a desenvolver novos comportamentos, que por consequência trarão as mudanças necessárias para uma vida a dois com mais harmonia e qualidade.

Psic. Renata Trovarelli