Meu filho(a) nasceu e eu me sinto triste. O que fazer?

depressão-pós-partoO mundo pós-parto tem me interessado profissionalmente de um modo mais forte, desde que me tornei mãe. Ter passado pelo puerpério com todas as dificuldades inerentes a ele, foi desafiador e me tornou mais sensível para atender mamães que estão passando por esse momento.

“Cuidar” dessas mamães tem sido inspirador pra mim…Esse momento tão delicado da vida, cheio de altos e baixos, merece um olhar cuidadoso e gentil.

É interessante que, por mais que durante a gestação procuramos nos preparar para a chegada do filho, muitas informações parecem que não chegam até nós. Acredito que ter algumas informações sobre a realidade do pós-parto, informações menos romantizadas, menos idealizadas, tornaria esse momento um pouco mais fácil para as novas mamães. Todas as ideias distorcidas a respeito da maternidade acabam sendo território para possíveis sofrimentos.

 Antes de me tornar mãe, sempre que eu pensava na chegada de um filho, os únicos sentimentos que me vinham a mente eram os positivos. Eu imaginava um pós-parto cheio de alegrias, felicidades, surpresas, preenchimento de vazio. Após a chegada da minha filha entendi que esses sentimentos são possíveis, porém outros sentimentos podem surgir. Sensações de conflitos, angústias e até tristeza podem (e geralmente fazem parte) desse novo momento da mulher.

O que é baby blues?

É um sentimento de tristeza que aparece logo após o parto. Alguns especialistas relatam que cerca de 50% das mães passarão por essa condição. Alterações hormonais que acontecem com o nascimento do bebê somado as expectativas e a nova rotina de vida, levam as mamães a se sentirem tristes. É uma condição passageira, que perdura no máximo 4 semanas.

Qual diferença do Baby blues para Depressão Pós-Parto?

Na depressão pós parto além da tristeza outros sintomas podem estar presentes, como: pouca vontade de estar com a criança; desmotivação com a rotina; irritabilidade; falta de energia para realizar coisas simples do dia a dia; ansiedade, falta de prazer generalizado; desesperança (uma sensação de que nada de bom pode acontecer na vida), vontade de sumir, sensação de falta de intimidade com o bebê, choro frequente. De Acordo com DSM 5 (Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais), para uma mulher ser diagnosticada com depressão pós-parto, ela precisa sentir ao menos 5 desses sintomas por pelo menos duas semanas.

Estudos mostram que cerca de 10% das mamães, terão depressão pós-parto, aquelas que tiveram depressão durante a gravidez ou em algum outro momento da vida precisam ficar ainda mais alertas.

Como a família pode ajudar nesse momento

Ter uma rede de apoio: que pode ser a família, amigos, companheiro, para ajudar com as situações práticas (tarefas domésticas, cuidados com o filho mais velho, ajuda na rotina com o bebê recém-nascido), auxilia de maneira grandiosa a mamãe nessa nova fase. Se sentir apoiada, ter as tarefas de casa divididas ou feitas por outras pessoas, dá condições para a nova mamãe ir se adaptando aos poucos as transformações que ocorrem com a chegada do bebê. Poder descansar ou ter um tempo tranquilo com o bebê são condições que podem contribuir para um equilíbrio emocional.

Além da ajuda prática, é importante que essa rede de apoio, observe a nova mamãe. Perceba e fique atento ao que ela fala, frases do tipo “quero sumir”, “não vou dar conta dessa criança”, podem ser indicativos que essa mãe não está bem. Em muitos casos a nova mamãe não conseguirá identificar se está precisando de uma ajuda profissional, é papel dessa rede de apoio, observa-la e leva-la para os cuidados de algum profissional (Psicólogo ou Psiquiatra).

As transformações na vida de uma mulher que se tornou mãe são enormes, e essas transformações vem seguidas de momentos felizes e momentos difíceis. Se você percebeu que está sentindo de maneira intensa os sintamos descritos acima procure ajuda de um profissional. Você não precisa ter um sofrimento incapacitante. Cuide-se, você estando bem emocionalmente a vida poderá lhe causar alguns sofrimentos, mas esses não impedirão de sentir as sensações incríveis e boas da maternidade.

Deixo abaixo o link de uma entrevista minha sobre esse tema

https://www.youtube.com/watch?v=9w3ZAtq3S1w&t=2s

Se você ainda possui dúvidas sobre esse tema, deixo aqui meu e-mail para conversarmos retrovarelli.psic@gmail.com

Para agendamento de sessões 43 9 9601 2280

Um forte Abraço

Renata Trovarelli

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